Orçamento de Estado 2020

Por Deco Proteste

Os escalões de IRS não acompanham a inflação, os carros vão ficar mais caros, o crédito ao consumo também e até as possíveis mudanças na eletricidade ficam aquém das expectativas.

A proposta do Orçamento do Estado que o Governo apresentou para 2020 poderia ter ido mais longe no apoio às famílias. Só as famílias com bebés poupam uns magros 174 euros no IRS. Eis as principais medidas com impacto fiscal que mereceram a nossa análise.

A atualização de 0,3% prevista nas tabelas de cálculo do IRS para 2020 aparenta uma possível poupança para as famílias, já que os patamares a partir dos quais sobem de escalão são revistos em alta. O primeiro escalão, por exemplo, sujeita atualmente a uma taxa de 14,5% os rendimentos coletáveis superiores a 7091 euros anuais, mas a partir de 2020 só deverá sujeitar à mesma taxa os rendimentos anuais superiores a 7112 euros. E a mesma lógica é replicada nos restantes escalões de IRS, o que, em teoria, representaria um desagravamento fiscal.

No entanto, as projeções conhecidas para a inflação em 2020 rondam 1%, o que significa que o custo de vida deverá subir na mesma proporção. A confirmarem-se tais projeções, a folga fiscal anunciada na proposta do Orçamento do Estado irá esbater-se na vida real e traduzir-se até numa redução do poder de compra das famílias.

Depois de terem sido criadas expectativas de desagravamento fiscal para a chamada classe média, já em 2020, a proposta de Orçamento do Estado agora conhecida contraria as mensagens anunciadas pelo executivo de António Costa.

Font: Deco Proteste

Orçamento de Estado 2020: Escalões de IRS: afinal, poder de compra vai diminuir

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